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segunda-feira, 10 de abril de 2017

POESIA DE UMA TARDE DE DOMINGO...



Domingo à tarde
Homens esparramados no sofá
Lambem os beiços de azeitonas e futebol
Gozando seu merecido dia de folga
Jogada com hora certa para acabar

Crianças lambuzadas de doce
Cadenciam a bola
No gramado de asfalto
E disputam o céu com cerol
Aparando sonhos e poucas nuvens

E as mulheres?
As mulheres suadas cheiram café
E estendem roupas no varal
Com desejo de beijos quentes
Línguas úmidas que toquem o céu
E mãos que invadam seu quintal

Provocando intenso orgasmo
De fazer esquecer
O cheiro de gordura e sabão
O pouco afeto
E a rotina solidão...

Delírios de queimar o cotidiano
Lavar a alma
E entardecer
Junto aos raios do sol...


CARMEN FAUSTINO

sexta-feira, 24 de março de 2017

31/03/17 SEMINÁRIO: NEGÓCIOS DE IMPACTO PERIFÉRICO

Dia 31/03, a convite da mana Fabiana Ivo e seus parceiros da A Banca, estarei mediando essa mesa sobre iniciativas empreendedora nas periferias e seus impactos sociais. 
Ás 16 hs, na Sociedade Santos Mártires
Rua Luis Baldinato. s/n
Jardim Ângela

Segue divulgação:
"Venham entender, discutir, analisar as ferramentas do empreendedorismo a partir de experiências concretas, de construção de rede, vínculos, incubação e aceleramento."
Com Alânia Cerqueira e Giba
Mediação: Carmen Faustino.

Venham!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

POEMA - CONTRATEMPO

No meu relógio
O atraso não é
Sério problema 
Ruim é quando nunca chega
Ou nem desperta 
Pois a vida não espera
Adianta à demanda
E joga a missão

Ser mulher negra
Pesa as costas
Dói no corpo
E sem o devido cuidado
Faz dureza na alma
E esvazia o coração
Solidão...

Na contramão
Despertar o conhecimento
É direito e reparação
Viver o afeto de olhos abertos
Fertiliza a terra seca
E o caminhar das pretas
É força ancestral que cura

Não quero mais salgar na dor
Quero escorrer livre para terra
E fertilizar esse chão
Abençoado por deusas
Pisado com força
Resistência
Para que hoje
Eu pudesse estar aqui

Pergunte ao tempo
E a verdadeira história 
O que aconteceu comigo
Conte os dias
Mas não aguarde sentado
Será como nunca visto antes...

Eu terei fim
A luta não! 

CARMEN FAUSTINO