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sexta-feira, 8 de março de 2019

SAMBA EM PRIMEIRA PESSOA É...


Ler e escrever
As narrativas reais
Dos espelhos
Que vejo
E sou

No quintal
Ou no palco
Ecoar a beleza
Do canto livre
Na voz
De minhas ancestrais

E pisar forte
Nesse chão
Para acordar o silêncio
E reacender as memórias
Do meu corpo embarcação...

Um templo sagrado
Terreiro de bambas
Que pouco descansa
Mas enquanto luta...
Também canta
Também Samba!

Crédito: Isabela Alves




domingo, 15 de julho de 2018

CONHECE A COLEÇÃO SAMBAS ESCRITOS - VOZES E MEMÓRIAS DO SAMBA?!

Organizada pela escritora Carmen Faustino e pelas jornalistas Maitê Freitas e Patrícia Costa Vaz, a Coleção Sambas Escritos apresenta, em quatro volumes, textos que variam entre poesias, ensaios, crônicas e artigos sobre as tradições do samba no Brasil.
Os quatro volumes: Desde que o samba é Sampa (vol. 1), Sambas e dissembas (vol. 2), Massembas de ialodês (vol. 3) e Samba em primeira pessoa (vol. 4) reúnem ao todo 84 autores de diferentes regiões do país para refletir sobre a importância cultural, social e política do samba.
A Coleção é uma ação do projeto multimídia Samba Sampa, idealizado pela jornalista Maitê Freitas, que vem desde 2012 coletando material e realizando atividades de registro das rodas de samba de São Paulo. A distribuição, comercialização e edição da Coleção conta com a parceria da Pólen Livros
Sambas Escritos foi contemplado pelo Programa VAI da Secretaria Municipal de Cultura (2017) e realizou, além das publicações, rodas de samba-conversação e oficinas de canto e escrita para mulheres negras.
A coleção está disponível no site da Pólen Livros, com frete grátis! ❤️



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Um samba para cantar, um poema para inspirar... Disritmia




"Eu quero me esconder debaixo
Dessa sua saia, para fugir do mundo..."

Nego
Pode vir
Se embrenhe nessa mata
Meu tecido colorido de vida
Recebe com ânsia
Seu coração vagabundo

Se esconda de tudo
No emaranhado de pelos
Cabelos
Entre minhas pernas
Te dou abrigo

Se atente
Meu coração confesso
Cabe o dengo do mundo
Quer flores no caminho
Não aceita mais atrito
Ande em paz comigo

Minha saia rodada
Gira ventania 
Tem lanças nas pontas
E trama ardilosa nos tecidos
Rede armadilha para invasões
Proteção contra conflitos
O samba em nosso ritmo

Vivo contigo na boemia
Beijo e café
Curam o porre
Mas se cambalear
Em nosso livre trato
Te deixo hipnotizado
Perdido
Em sua disritmia

Sem meu acalanto
Sem a minha calmaria...

Carmen Faustino